quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Globo já contou a história de Lula


Para começar, gostaríamos de contar uma historinha longa da TV no Brasil, que já foi alvo de estudos de muitos jornalistas e pesquisadores locados em universidades em todo o mundo, em especial os estudiosos da mídia e de seus efeitos sobre o seu público, assuntos que trataremos em miúdos aqui.

Por enquanto, apresentamos um pequeno relato, feito por este autor a partir de algumas leituras sobre estudos da relação entre comunicação e política.

Não realizando apologia aqui a nenhuma empresa de comunicação, contamos a história de uma novelinha de grande sucesso na TV Globo.

É até legal trazermos o fato, já que estamos em pleno lançamento de "Lula - O filho do Brasil", da Globo Filmes. O fato é que não é a primeira vez que a emissora carioca conta a história do atual presidente da república por meio da dramaturgia.

Em 1989, ano da polêmica primeira eleição direta para presidente do Brasil, o "plim-plim" colocava no ar a novela "O Salvador da Pátria", que contava a saga de um pobre agricultor que é tomado por uma onda de cooptação, que acaba levando-o para a política. Um dos momentos mais significativos da trama, de Lauro Cézar Muniz, é quando Sassá (o protagonista interpretado por Lima Duarte - o nosso suposto Lula) de bóia-fria analfabeto se torna político poderoso, mas ainda um joguete usado ao sabor das conveniências.

Com proximidades e distâncias com a realidade brasileira de então, a Globo de fato, de forma velada, como afirmam críticos, que incluem o respeitado militante e jornalista do FNDC*, Daniel Herz, contou a "história de Lula", claro que com o senso interpretativo que cabia aos interesses empresariais e políticos de então. Será que os interesses hoje são outros? Mas o que importa é que "meninos eu vi"!

Rafael Mesquita

* FNDC: Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os jovens no poder

Uma onda de juventude invade o primeiro escalão do governo e poderosos de menos de 30 anos vivem situações inusitadas

Na quarta-feira 30, enquanto senadores da oposição questionavam a idade do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Toffoli, de apenas 41 anos, um rapaz 12 anos mais jovem assumia interinamente o cargo de ministro da Justiça. Trata-se do secretário de Assuntos Legislativos, Pedro Abramovay, de 29 anos, que já fez vários projetos de lei importantes, como o Estatuto do Desarmamento, o Código de Processo Penal e a Lei Seca. Este mês, ele fará consulta pública para lançar o marco civil da internet, com regras de privacidade, danos morais e direito de resposta. Se há um traço comum na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a pouca idade de quem ocupa cargos estratégicos no governo. A onda jovem surpreende o próprio Lula. Ao receber Abramovay pela primeira vez no Palácio do Planalto, o presidente não resistiu:

"Esse seu cabelinho cacheado é assim ou você fica a noite inteira enrolando?" Esta semana, antes de viajar para Copenhague, Lula confirmou a indicação do rapaz de cachinhos para a direção executiva do Programa das Nações Unidas contra Crimes e Drogas.

Abramovay e Toffoli não são exceções. Há três meses, quem ocupa o cargo de ministro de Assuntos Estratégicos é o mineiro Daniel Vargas, 30 anos, que ainda paga o empréstimo feito para concluir o doutorado na Universidade de Harvard. "Sou de família humilde, meu Vargas não é do Getúlio e não tenho nem carro no meu nome", diz. Sua presença no primeiro escalão fez a idade média do ministério cair para 59 anos. Mas sua juventude lhe traz embaraços no poder. Na segunda-feira 28, Vargas foi barrado no Itamaraty, na posse do ministro das Relações Institucionais, o médico Alexandre Padilha, 38 anos. Um funcionário da Presidência viu a cena e pediu ao porteiro: "Deixe ele entrar, por favor, ele é ministro." Vargas entrou, mas em seguida teve de ser apresentado novamente para sentar no local reservado às autoridades. Em outras ocasiões, ele chegou a mandar o cerimonial na frente para evitar problemas.

A responsabilidade dos jovens que estão chegando ao poder é inversa à pouca idade. Aos 32 anos, o chefe da Procuradoria-Geral Federal, Marcelo Siqueira de Freitas, administra um orçamento de R$ 1,5 bilhão e comanda 4,3 mil procuradores. Ele passou num concurso para procurador aos 22 anos. Nessa época, atuava no INSS e usava um carrinho de supermercado para carregar os processos até o apartamento. Este ano, Freitas participou da redação dos quatro projetos de lei do présal. Apesar das funções que exerce, não está imune a constrangimentos. "Um vigilante me proibiu de estacionar o carro no STJ, dizendo que eram vagas reservadas a procuradores", conta Freitas. "Minha mãe, Zilda, me deu um conselho: 'Bota os óculos que você parece mais velho, meu filho, engana mais."

O governo também dá espaço a mulheres jovens. A diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica, Ana Paula Martinez, 29 anos, coordenou 177 mandados de busca e apreensão em sedes de empresas nos últimos três anos, com a ajuda da Polícia Federal. Ana acompanha 800 processos de defesa da concorrência e vai lançar a Estratégia Nacional de Combate a Cartéis. Ela também conseguiu duas bolsas para concluir o mestrado em Harvard e é rigorosa ao aplicar o que aprendeu "Chego às 9h30 ao trabalho e saio às 23 horas", diz. Tanto esforço mereceu elogios até do Departamento de Justiça dos EUA, que considera modelo o trabalho do Brasil no combate a cartéis. "Queremos mudar o padrão de ética nos negócios. Temos que convencer os empresários de que cartel é crime."

Os jovens têm trazido inovação para as políticas públicas ou soluções que exigem criatividade e modernidade. O presidente do Conselho Federal do Fundo de Direitos Difusos, Diego Faleck, 33 anos, adotou técnicas do curso de design de sistemas de disputas para criar uma câmara de indenizações do acidente do voo da TAM, de 2007. Graças ao seu empenho, ganhou um troféu da Associação de Familiares das Vítimas da TAM. Mesmo à frente de um orçamento anual de R$ 80 milhões, Faleck também não está livre de brincadeiras. Certa vez, entrou numa reunião no Ministério da Justiça e ouviu de uma autoridade: "Lá vêm as crianças mandarem na gente." Nos EUA, a nova geração é chamada de "young gun", jovens ousados e competitivos. O economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, faz elogios à força da juventude, mas defende o equilíbrio etário na administração pública. "A receita é a mesma de um time de futebol: deve-se mesclar juventude com experiência. Não é bom só o museu ou só a creche", diz Castelo Branco.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TV Brasil é conhecida por apenas 34% das pessoas

Pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pela EBC, mostra que a TV Brasil é uma marca conhecida por 34% das pessoas. Destas, 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente, segundo o levantamento. Segundo o material de divulgação da EBC, programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação.

Ainda segundo a pesquisa, 42% das pessoas que assistem ao canal sintonizam por antena parabólica, 36% através do sinal aberto (antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. A pesquisa ouviu 5.192 pessoas em 146 municípios de todas as regiões, entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Segundo o levantamento, três programas foram apontados como preferidos pelos telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34%; o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31%; e o programa Leda Nagle-Sem Censura, com 26%. Na lista de preferência estão ainda documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Segundo o Datafolha, mais da metade dos que assistem à TV Brasil vive em cidades do interior (58%), e a maior parte (45%) vive na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e também onde a TV Brasil é menos assistida (6%). A emissora é mais assistida no Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, contra 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

Da Folhaonline

TV Brasil é conhecida por apenas 34% das pessoas

Pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pela EBC, mostra que a TV Brasil é uma marca conhecida por 34% das pessoas. Destas, 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente, segundo o levantamento. Segundo o material de divulgação da EBC, programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação.

Ainda segundo a pesquisa, 42% das pessoas que assistem ao canal sintonizam por antena parabólica, 36% através do sinal aberto (antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. A pesquisa ouviu 5.192 pessoas em 146 municípios de todas as regiões, entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Segundo o levantamento, três programas foram apontados como preferidos pelos telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34%; o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31%; e o programa Leda Nagle-Sem Censura, com 26%. Na lista de preferência estão ainda documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Segundo o Datafolha, mais da metade dos que assistem à TV Brasil vive em cidades do interior (58%), e a maior parte (45%) vive na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e também onde a TV Brasil é menos assistida (6%). A emissora é mais assistida no Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, contra 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

Da Folhaonline

sábado, 10 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Congresso Nacional aprova recomposição de verba da Confecom

O Congresso Nacional aprovou, na sessão da última quarta-feira (30), o PLN 27/09, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a liberação de créditos suplementares para o Ministério das Comunicações, incluindo R$ 6,57 milhões para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A liberação dos recursos depende apenas da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a aprovação, os recursos para realização da Confecom, inclusive das etapas regionais, que acontecem já este mês, estarão recompostos. O Orçamento inicial previa R$ 8,2 milhões para o evento, mas após o corte, caiu para R$ 1,8 milhão. A etapa final da Confecom está marcada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Brasília, com o tema central “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”

Compras

Com os recursos praticamente em caixa, começam os movimentos para contratação de empresas que ficarão responsáveis pela organização do evento. Hoje, o Diário Oficial da União publica o edital do Ministério das Comunicações para contratação de empresa especializada para prestação dos serviços de reserva, emissão, marcação e remarcação de bilhetes de passagens aéreas e terrestres nacionais, para atendimento aos membros, colaboradores e delegados da 1ª Conferência Nacional de Comunicações.

A modalidade é pregão eletrônico e as empresas interessadas podem apresentar as propostas a partir de hoje (02/10), no site www.comprasnet.gov.br . A abertura das propostas está marcada para o próximo dia 15, às 09h30, quando será aberta a sessão de lances. Ao todo, a Condecom terá 1664 delegados, entre representantes do governo (20%), dos movimentos sociais (40%) e das entidades empresarias (40%).

www.proconferencia.org.br

Rafael na Internê