O jornal O Povo, do Ceará, demitiu na última semana Juarez Alves de Lima, que trabalhava há mais de 28 anos na gráfica da empresa. O profissional é secretário de formação do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos do Estado do Ceará (Sintigrace), e foi um dos líderes na greve dos jornalistas e gráficos do jornal, decretada em março de 2009.
Na terça-feira (06/08), Lima foi chamado para assinar o termo de demissão, mas não aceitou, reivindicando o direito à estabilidade, de acordo com a Convenção Coletiva, que impede a demissão de profissionais que estão a dois anos de se aposentar. Segundo Lima, ele tem 28 anos de trabalho na empresa, mas, de acordo com o profissional, O Povo contabiliza apenas 22.
De acordo com o departamento de recursos humanos da empresa, o profissional deveria estar em suas atividades no período da greve. Além disso, a empresa informou que um dos motivos para a demissão foi que o cargo de Lima foi extinto da gráfica do veículo.
O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) manifestou solidariedade ao profissional e afirmou que além de Lima, O Povo também prejudicou o delegado da Fenaj, Mirton Peixoto, por ter participado da greve. Segundo o sindicato, Mirton foi transferido da redação para o departamento de arte.
A entidade demonstrou interesse pleitear a causa de Lima. "Juarez não perde nada com a decisão porque será reintegrado pela Justiça. (...) É bom ficarem sabendo que o movimento sindical do Ceará e os parlamentares do campo dos trabalhadores não vão deixar barato tamanha arbitrariedade", afirmou Déborah Lima, presidente do Sindjorce.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
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